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EDITORIAL


        BRAZILIAN JOURNAL OF EMERGENCY MEDICINE VOLUME 04 | NÚMERO 1 / 1             DOI: 10.5935/2764-1449.20240001



             EDITORIAL















             Frederico Arnaud

             Editor chefe


            A Emergência Brasileira, como era esperado, vem crescendo de forma contínua e progressiva. A cada ano, aumenta
            o número de residências e a concorrência se torna mais intensa. Aos poucos, os mitos que antagonistas gostavam de
            impor aos estudantes estão se desfazendo: “Você vai viver de Plantão? Você vai fazer três anos de residência para
            ganhar o mesmo que um recém-formado?” Questionamentos desse tipo hoje caíram por terra e não mais amedrontam
            nossos alunos.

            A verdade é que a Medicina de Emergência é fundamental para qualquer sistema de saúde. No Brasil, ainda muito
            jovem, enfrenta inúmeros desafios pela frente e certamente os vencerá, assim como ocorreu em mais de 100 países.
            Temos um sistema Pré-hospitalar fantástico, mas que ainda desconhece a nova especialidade, e essa integração será
            espontânea e muito benéfica.
            Os sistemas de UPAS e similares são locais fundamentais para a atuação do Emergencista, que, com seu poder
            de definição, poderá dar mais dinamismo a esse setor. As universidades precisarão de professores de Medicina de
            Emergência; agora, aprenderemos sobre Emergência com aqueles que são especialistas na área.
            A gestão em geral é um grande problema, tanto no sistema público quanto privado, e ao falar de emergência, o problema
            é ainda mais grave. Esse será mais um grande desafio para o Emergencista mostrar sua importância e conhecimento. O
            atendimento aéreo médico e a medicina em áreas remotas são também espaços significativos onde o profissional da
            emergência poderá atuar e desempenhar um papel de grande importância, fazendo a real diferença nesse atendimento.
            No hospital, talvez o local central de sua atuação, haverá grandes e fundamentais transformações, como a organização
            dos fluxos e o atendimento por prioridade rápido e altamente qualificado.
            Portanto, a Medicina de Emergência tem grandes e excelentes perspectivas para um futuro muito breve. Quem quiser,
            que veja; a história vai continuar.
            Um Feliz 2024 a todos com grandes conquistas.



            Frederico Arnaud

            Editor chefe












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