Seção - Imagem da Semana

Como diferenciar veia de artéria pela imagem acima?

Resposta:

O uso do ultrassom para realização de acesso vascular é descrito há mais de 30 anos. Tem sido utilizado para minimizar complicações e aumentar o sucesso de primeira passagem durante a canulação do vaso. A visualização em tempo real da passagem da agulha, guiada por ultrassom, otimiza a probabilidade de posicionamento desta dentro do vaso. Nesse caso podemos utilizar um transdutor de alta frequencia, por possuir uma qualidade melhor de imagem e estruturas adjacentes. Em pacientes obesos, pode ser necessário um transdutor de baixa frequencia, para visualização de estruturas mais profundas.

O uso do Doppler incorpora maior acurácia ao procedimento. Sinais detectáveis pelo doppler permitem diferenciar a artéria da veia, com um sinal de alta frequencia para artérias e um sinal de baixa frequencia para veias.

Podemos utilizar o acesso guiado de duas formas: no corte transversal ou ‘’fora do plano’’, onde podemos visualizar estruturas adjacentes; e no corte longitudinal, ou ‘’no plano’’, onde podemos obter uma visualização contínua da agulha durante toda sua trajetória, bastante relevante para reduzir os riscos.

A artéria (à esquerda) e a veia (à direita) estão lado a lado na imagem acima. Podemos notar o fluxo pulsátil de maior frequencia da artéria em comparação à veia. Podemos também visualizar a compressão total da veia com o transdutor sobre a pele, em busca de trombos que impossibilitem o procedimento ou dificultem sua canulação.


Referências:
1. International evidence-based recommendations on ultrasound-guided vascular access. Intensive Care Med (2012) 38:1105–1117
2. Introduction to the use of ultrasound in critical care medicine. Andrew W. Kirkpatrick, MD, FRCSC, FACS; Alan Sˇ ustic´ , MD; Michael Blaivas, MD. Crit Care Med 2007 Vol. 35, No. 5 (Suppl.). Pg 178- 185


por Patrícia Lopes Gaspar (Residente de Medicina de Emergência do Ceará)
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